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maio 08, 2007

Rapidinhas

- Mamã, porque é que a baleia se chama baleia?
- Óh Filha, sei lá! Deve ter sido porque a primeira pessoa que viu uma baleia decidiu chamar-lhe baleia.
- Óh Mamã mas eu gostava que se chamasse Maria!
Lá vou eu ter que telefonar para a National Geographic Society a pedir para mudarem o nome das Baleias para Marias...

- Mamã, nós ficámos muito surpreendidas com o polvo do oceanário porque ele podia abrir os olhos partir os vidros e depois comer-nos, não era?
- Não filha, os polvos não comem pessoas.
- Pois não, são os corcodilos!

No Domingo estava no quarto delas e ouvi uma grande discussão no andar ao lado, ou por cima, ou por baixo. Disse para a D.Rf:
- Epá, o vizinho está farto de gritar!!!
- Oh mamã! Isso não é possível porque ele só grita se quiser!
Claro! A coisinha tem razão como é que ele pode estar farto de uma coisa que está a fazer porque quer e que, como pode parar quando quiser, pára antes de ficar farto??? Espertinha!!!

Regalias de Mãe

Pois é, no Domingo tive direito a duas prendinhas, uma feita pela D.Rf e outra (comprada pelo pai) supostamente oferecida pelas duas.

A D.Rf, na escolinha, fez um boiãozinho de cheiros. Um boião de iogurte vazio com várias camadas de sabonete ralado (de diversas cores) coberto com uma redezinha doirada e atada com uma fitinha à volta do gargalo, o que permite emanar o cheirinho para fora, para além de ter um postalinho com uma dedicatória e um desenho meu feito por ela. Adorei! Afinal de contas foi a primeira prendinha do dia da mãe feita por ela - teve um saborzinho especial.

As duas, comprado pelo papá, deram-me um relógio de pulso CK lindíssimo...

Regresso à Piscina e Resumo do Fim de Semana

O regresso à Natação foi acolhido com muito contentamento, pelo que me foi relatado pela D.Rf.
- Mamã, dei um mergulho assim! (exemplifica com os braços esticados e as mão unidas) Da beira da piscina (tanque – como as professoras lhe chamam)!
- E pûs a cabeça debaixo de água e abri os olhos e tapei o nariz assim (mais exemplificação)!
-Muito bem! Que espectáculo!
Digo eu. Depois diz-me que a Luana (uma das professoras) não estava lá e que estava lá a Raquel (que é a Mafalda – ela sempre confundiu as outras duas professoras).

Eu e a D.Rn ficámos por casa, fomos as duas à rua comprar umas coisitas e ela lá se manteve firme e hirta a andar o caminho todo sem pedir colo, eu também só lhe peguei ao colo quando o piso ou a velocidade assim o exigiu. Almoçámos as duas (o Sr.Marido e a D.Rf almoçaram na casa da sogra) e foi um gosto ver a pinchavelha a comer hamburguer grelhado com bróculos cozidos (almocinho light) como gente grande depois de um belo prato de sopa, um espectáculo!

À tarde fomos à Quintinha Pedagógica dos Olivais. Não sabia muito bem onde era mas fui à Net para saber a morada e depois fui ao viamichelin para saber o caminho (o Sr.Marido tem o GPS com ele) e foi um instantinho enquanto lá chegámos.
Elas gostaram muito de ver os animais todos embora a D.Rf estivesse à espera de ver girafas, não sei porquê, e lá lhe expliquei que aquilo não era própriamente o Jardim Zoológico e que as Girafas não são um animal de quinta e ela, depois de insistir duas ou três vezes que são, lá disse:
- Pois é, as Girafas estão na floresta não é?

A D.Rn estava a delirar com tanto cão e gato (é tudo cão e gato). Mas também já sabe como faz a vaquinha (Mmmmm!) e o cão (Auuu! – com esta imitação abana a cabeça, deve ser para dar mais ênfase à coisa) e o porco (Rrrrr!- esta é muito gira, parece que está a ressonar).

O regresso à piscina da D.Rn foi muito engraçado, ela gostou embora não tivesse feito nada daquilo que eu lhe pedia para fazer. Quando entrámos no balneário e a pûs no chão para me vestir começou a chorar. Era um sítio desconhecido e não sabia ao que ía.
Depois quando a deitei numa das mesinhas para a vestir também se fartou de chorar (aposto que com medo de estar no médico). Quando entrei na piscina ficou muito séria e com ar de poucos amigos a olhar para as professoras,, depois começou a soltar-se e até deu dois mergulhos sem pestanejar. Quando viu os brinquedos ficou toda contente e quando saímos até foi para o colo da professora.

Rodopiando com a Polca

Na Sexta lá fui para a festa da escolinha para comemorar (antecipadamente) o Dia da Mãe. Primeiro fomos buscar as crias à sua salinha e depois dirigimo-nos para o ginásio onde seria iniciada a...............Dança. Foi isso que fomos convidadas para fazer, DANÇAR (por mim tudo bem até porque eu adoro dançar) e qual foi a dança escolhida? Tchan Tchan Tchan Tchan – A POLCA. Fixe, toda a gente sabe dançar a polca, certo? Não? De certeza? Então mas é tão fácil....
Por acaso não foi mau porque uma das educadoras nos deu os passos básicos e nós só tivemos depois que os aplicar, ao som da música. A pequenada é que não achou nenhuma piada porque estavam a pensar nos colegas ali a verem as figuras que eles faziam e que as mães também estavam a fazer o provavelmente estavam a ficar envergonhados. Os rapazes também não deviam estar a gostar muito porque como é do conhecimento comum rapazes de 4 anos não gostam de dançar principalmente com a mães... Além disso deveriam todos estar a pensar no lanchinho que estava preparado lá em cima na cantina. Por isso a “aulinha da dança” foi abruptamente interrompida pela falta de motivação da criançada e foi iniciada a parte da alimentação.
Ao que parece o meu bolo foi um sucesso, mas para as educadoras, porque a criançada acha muito mais piada aos bolos da Dan Cake (cheios de chocolate e de cremes), às batatas fritas, às pipocas e à gelatina (tudo coisas que dá imenso trabalho a fazer em casa – e eu que perdi todo aquele tempo com o meu bendito bolo!!!).
Tive direito a trazer o meu presente para casa mas tive também que prometer que só o abria no Domingo, se bem que a D.Rf estava mortinha para me dizer o que era, tanto que tive que lhe dizer varias vezes que não queria saber porque era surpresa para Domingo.

maio 04, 2007

Remediado

Mais uma noite em grande confusão, depois das coisas normais (banhos e jantar) e em vez de atacar logo a cozinha para deixar tudo arrumado tive que ir fazer um bolo. Hoje é a festinha do dia da Mãe na escolinha da D.Rf e pediam para levarmos bolos ou biscoitos. Ora, eu, achei que tinha muito mais piada ir fazer o bolo do que entrar numa qualquer pastelaria e comprar um já feito. Como não é costume, foi novidade e por isso teve piada e lá estivemos as duas (a D.Rn andava muito atarefada com outras coisas e não se quis juntar a nós) na cozinha a misturar ingredientes e a usar a batedeira. Aproveitei para usar um chapéu de cozinheiro que tenho lá para uma gaveta e ela achou um piadão:
-Mãmã, és uma verdadeira cozinheira!!!
Depois de bolo no forno, filhas na cama!
Lá fui eu preparar as roupas para hoje, minha e delas. Tenho que preparar no dia anterior porque senão de manhã perco muito tempo com isso porque depois nada me agrada.
Passado um bocado fui finalmente arrumar a cozinha (tinha a máquina cheia de loiça para despejar – detesto!), loiça do jantar e a enorme quantidade de tigelas e tigelinhas que usei para fazer o bendito bolo. O Sr. Marido entra-me na cozinha a dizer:
- Ela já foi lá para a cama (nossa) outra vez!
- Então vai lá buscá-la. Não pode ser todos os dias!
- Eu não, porque senão ela faz muito barulho e acorda a pequena.
Lá fui eu (sempre a Bruxa Má) tirá-la da minha cama e mandá-la para a dela.
- E não pode ser todos os dias, e cada um tem a sua cama, e não vale a pena chorar, blá blá blá!
Ao contrário do que esperava ela choramingou um bocado e acabou por ficar sem problemas. BOA!
O bolo quando estava quase pronto, ainda no forno, estava com um aspecto magnífico e eu pensei:
- Queres ver que é hoje que eu ponho uma foto lá no blog?
Mas não, está realmente muito saboroso mas a parte do desenformanço foi um fiasco e quase um terço do dito permaneceu firme e hirto na forma.
Para que o pessoal da escolinha não se assustasse com o look cortei-o logo em fatias e meti na caixinha. Feito!!!

maio 03, 2007

Rebaldaria

A história do dia não terminou no post anterior.
A D.Rf teve mais um acesso de “Não quero dormir sozinha...” Quando, já depois de estarem as duas a dormir (pensava eu) passo pelo meu quarto e oiço um tossir que não era da D.Rn vi logo o que tinha acontecido, a D.Rf tinha-se esgueirado mais uma vez para a minha cama...
Quando nos deitámos, acorda a D.Rn a choramingar e tive que lhe dar a mão por entre as grades da cama dela (felizmente posso fazê-lo já deitadinha na minha cama), depois deita-se o Sr. Marido entre mim e a D.Rf. Ela estranha e pergunta:
-Papá, porque é que te está a deitar aí (o meio é o lugar dela)?
-Chiu, não acordes a mana!
A mana continua a choramingar cada vez que tento infrutiferamente largar-lhe a mão. O Sr.Marido decide mudar-se para o meu lugar, fica ele de mão dada e passo eu para o meio (não sem antes me levantar e fechar uma nesguinha do estore que estava aberta e também o cortinado o que por isso causava uma certa claridade). Depois de todas estas mudanças de lugar e levantamentos e afins eu digo muito baixinho:
- Mas que rebaldaria que vai aqui nesta cama hoje!
Diz a D.Rf com a maior lata do mundo:
- Eh! Calem-se, temos que dormir!

Reorganizar é Preciso

Ontem foi uma confusão das grandes. Demorei mais tempo a ir buscar a D.Rn porque a minha sogra lascou um osso do pé e por isso, nem pensar em descer as escadas com a pinchavelha ao colo. Por isso trata de estacionar o carro, sair com a D.Rf, dar a volta ao prédio, entrar e subir pelas escadas até ao 3º andar. Pegar na coisinha e virar para sair enquanto a D.Rf começa a chorar e a dizer que quer ficar em casa da avó e blábláblá e eu: - Não podes porque a avó tem o pé doente e tem que sair para ir ao médico e mais não sei o quê...
Ela:
-Chuinf, chuinf, chuinf mas eu quero dormir com a avó e quero ficar aqui...
Nisto foram para aí 10min à vida. Finalmente consigo convencer sua alteza a ir para casa no meio de muitas lágrimas e fungadelas.
Lá vamos para o carro, já com cerca de meia hora de atraso, e para o meu bem amado IC19 que ontem, felizmente, nem estava muito mau. Chegamos à saída para a Rinchoa e como habitualmente estava apinhada, tive que ficar na berma em fila quando um inergúmeno de um grunho de um caçador decide furar a fila e meter-se bem à minha frente (tive tanta vontade de lhe chamar todos os nomes que conheço e mais alguns...). Lá ia ele com um grande jipe e com um atrelado onde levava os coitados dos cães que só metiam dó e a achar-se um grande homem porque tem uma arma e porque mata animaizinhos indefesos (grunho de um c%#”ão).
Posto isto e voltando à resenha histórica, vou directa à farmácia porque o Sr.Marido está a precisar de antibiótico. Deixo as miúdas no carro, à porta da farmácia e lá vou, não sem antes a recomendação:
-Mamã, não te esqueças de comprar xarope para a Sofia (Nenuco – minha neta), porque ela está cheia de tosse.
Entro na farmácia e não me vendem a porra do antibiótico porque não tenho receita (mesmo tento resmas de pessoas a quem recorrer para me passarem a porcaria da receita e que no dia seguinte lá ia levar e que até trabalho numa farmacêutica – no way). Saio dali já um pouco chateada e vou a outra farmácia para ver se consigo qualquer coisa porque o homem quase que se desfaz em tosse, nada feito. Chego finalmente a casa quase 1 hora mais tarde do que o normal e com as tarefas rotineiras, e que tenho sempre que fazer pela mesma ordem (pancada a minha), todas atrasadas e como tal com a ordem obrigatoriamente alterada.
Quando o Sr. Marido chega (normalmente estou a começar a dar a sopa à Rs) estou a acabar de vestir a D.Rf depois do banho e ainda nem sequer tenho a mesa posta. Felizmente consegui organizar tudo mais ou menos bem de forma a que as Rs foram para a cama só 15m mais tarde e eu própria não me fui deitar muito mais tarde, com tudo organizadinho... (mas andei a 100 à hora). Felizmente nós as mulheres temos a capacidade de fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo o que nos dá uma enorme competência.